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 Tratamento vai depender de fatores como a gravidade do caso e presença de outras doenças que possam interferir no tratamento, como gestação e idade, por exemplo

 Problemas na tireoide são mais comuns que se imagina e podem mexer muito com o metabolismo. Mas, como detectar a doença e quais os tratamentos possíveis? “A melhor forma de saber se a glândula tireoide está funcionando bem é realizar exame de sangue para a dosagem de TSH (do inglês Thyroid Stimulating Hormone), o hormônio da hipófise que controla várias glândulas como os ovários, as suprarrenais e a tireoide. O TSH estimula a tireoide a produzir o T3 e o T4 (hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo), que, atingindo a quantidade suficiente, reduz a produção do TSH pela hipófise. Portanto, se a taxa de TSH estiver baixa, os hormônios da tireoide estão em excesso e se os hormônios tireoideanos estão baixos, o TSH se eleva”, explica Jorge Kim, especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e em Doenças da Tireoide e Paratireoide, da Alira Medicina Clínica.

Em consultas de rotina, o médico realiza o exame de palpação da glândula tireoide. Desta forma, há possibilidade de se detectar a presença de nódulos e os mesmos podem ser confirmados através do exame de ultrassonografia do pescoço. Nestes casos, o médico pode solicitar a Biópsia, conhecida por Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF), para avaliar se os nódulos são constituídos de células benignas, malignas ou suspeitas.

Também há casos em que o médico, ao solicitar um check-up de rotina, ou por outra razão qualquer, descobre um nódulo pequeno que não era palpável ao exame físico. “Vale destacar, contudo, que 90-95% dos casos de nódulos são benignos. Sua formação está relacionada à anatomia da glândula, que é rugosa e coberta por folículos onde são estocados os hormônios. Os folículos podem crescer de forma desordenada e tornarem-se nódulos ou cistos, que comprometem ou não o funcionamento da tireoide”, afirma Kim.

Além dos nódulos, outros diagnósticos comuns em problemas com a tireoide são o hipertireoidismo e o hipotireoidismo. O tratamento da doença de tireoide depende do tipo de disfunção. Pode incluir apenas acompanhamento clínico, bem como o uso de medicamentos de forma contínua, iodoterapia ou cirurgia.

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Diz-se que o paciente tem hipertireoidismo quando os níveis de T4 e T3 estão mais elevados que o normal e o nível de TSH está menor que a referência. Para determinar o tipo de hipertireoidismo, o médico pode solicitar um exame de Cintilografia de tireoide para medir quanto iodo a tireoide absorve ou ainda pedir exames de imagem da tireoide para ver a forma, tamanho e se existem nódulos.

O tratamento do hipertireoidismo depende da causa, da idade, da condição física da pessoa e de quão sério é o problema de tireoide. “Mas, de modo geral, pode-se dizer que os tratamentos disponíveis incluem medicamentos antitireoidianos, que diminuem a quantidade de hormônio produzido pela tireoide; iodo radioativo, que apesar de curar o problema geralmente leva à destruição permanente da tireoide, fazendo com que o paciente tenha que tomar comprimidos de hormônio tireoideano para o resto da vida para manter níveis hormonais normais; remédios betabloqueadores, que podem controlar os sintomas mais graves, como frequência cardíaca acelerada, tremores e ansiedades; e, por último, a cirurgia, conhecida como tireoidectomia, na qual ocorre a remoção da tireoide”, explica o especialista.

Já os casos de hipotireoidismo são diagnosticados quando a pessoa apresenta TSH elevado e níveis baixos de hormônios tireoideanos em seu sangue. Os casos não tratados levam ao desempenho físico e mental deficitários. Ele também pode causar aumento nos níveis do colesterol e levar a doenças cardíacas. O diagnóstico de hipotireoidismo é especialmente importante durante a gravidez, pois, se não tratado, o hipotireoidismo materno pode afetar o crescimento e o desenvolvimento do cérebro do bebê.

O hipotireoidismo é tratado com medicação que contém o hormônio da tireoide, na forma de comprimido, isto é, uma forma sintética similar ao hormônio que a tireoide produz.

É importante frisar que há também outras causas que podem levar a problemas na tireoide, como os tumores. Certamente, cada uma dessas causas necessita de uma conduta terapêutica apropriada. Muitos fatores devem ser levados em consideração para a escolha do tipo de tratamento, como por exemplo: a gravidade da doença, presença de outras doenças que possam interferir no tratamento, como gestação e idade, entre outros fatores.

“Como não é possível prevenir os problemas na glândula, a receita é manter uma dieta equilibrada e ter o hábito regular da prática de atividades físicas. Independente de ser pela tireoide ou não, essas atitudes garantem uma vida mais saudável”, orienta.

*Dr. Jorge Kim é especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e em Doenças da Tireoide e Paratireoide, da Alira Medicina Clínica. Tem Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e atualmente é membro da equipe da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP HC-FMUSP).

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